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Saiba quais são os efeitos da heroína no organismo

Saiba quais são os efeitos da heroína no organismo

A heroína é uma das drogas mais potentes, viciantes e mortais do mundo. Derivada de algumas espécies da papoula, a Papaver somniferum — um tipo de planta nativa do Oriente Médio e de países do sul da Europa —, assim como o ópio, essa droga ilícita é obtida pela transformação química da morfina.

Ou seja, da papoula retira-se o ópio, do ópio obtém-se a morfina e da morfina produz-se a devastadora heroína. No entanto, entenda que a principal finalidade do cultivo dessa planta era para uso medicinal. Já existiram e existem vários remédios inofensivos com propriedades extraídas da papoula.

Contudo, conhecendo os efeitos alucinógenos da substância, parte desse destino foi alterado. As pessoas passaram a utilizar a planta para produzir essa droga tão viciante. E como o vício acontece? Por que usuários se comportam de maneira tão incomum durante os efeitos da heroína? Continue para entender!

Como é a utilização da heroína atualmente?

Como a substância é derivada da morfina, a denominação química da heroína é diacetilmorfina. Vale ressaltar que o ópio sem si não é o grande vilão. Há muitos anos, ele era utilizado somente para tratamentos de saúde. Contudo, atualmente, o uso de seus derivados se transformou em verdadeiros e complexos problemas de saúde.

O emprego inadequado da propriedade expandiu-se tanto pelos laboratórios ilícitos e pelo comércio ilegal de drogas que o cultivo da planta é proibido no Brasil e em muitos países. Este é um dos entorpecentes mais caros e a maior parte dele é consumida em países da Europa e também pelos Estados Unidos.

Para você ter uma ideia da devastação, em 2017, o então presidente Donald Trump declarou epidemia de opioides (que são as drogas derivadas do ópio) nos Estados Unidos e a situação passou a ser uma emergência de saúde pública como nunca vista antes no país.

Mesmo não sendo o narcótico mais utilizado por aqui — devido à dificuldade de distribuição e a consequente elevação do preço, pois a produção da papoula é feita em países como Turquia, China e Índia — existem muitas pessoas que sofrem com sua dependência, prejudicando a boa saúde, a vida social e o relacionamento de famílias inteiras.

A droga é considerada semi sintética ou semi natural e pode ser consumida de várias formas: injetada (altamente perigosa para contração de doenças); fumada (aquecida com auxílio de um recipiente como uma colher) ou inalada. Ao contrário do que se pode imaginar, o efeito viciante da heroína acontece em qualquer uma das formas de utilização.

Quais são os efeitos da droga no organismo?

A heroína é um alucinógeno muito potente e altera toda a estrutura física e fisiológica do cérebro, sendo altamente destruidora. Seu efeito de dependência é instantâneo para muitas pessoas. O uso a longo prazo pode ser irreversível para as sequelas da doença, como a diminuição da capacidade cognitiva e atraso mental.

Especialistas alertam para o pouco tempo de vida de uma pessoa que consome heroína. Há mortes causadas por overdose da substância e também por crises de abstinência, de tão fortes que podem ser. Os efeitos são devastadores dessa droga que é considerada três vezes mais forte do que a morfina. Confira!

Sensação de prazer

Assim que injetada, inalada ou fumada, a heroína começa a agir em cerca de sete segundos. A substância tem alto poder de ativar a dopamina, nosso neurotransmissor do prazer. Com isso, transformam as necessidades orgânicas de uma pessoa em necessidade exclusiva pela substância.

Isso inibe o processo natural da sensação de prazer, substituída pela sensação de prazer causada pela droga sintética, o que potencializa muito o sentimento de bem-estar na pessoa. Assim, usuários de heroína logo sentem elevação da autoestima, leveza e euforia, comparável a um orgasmo.

A dor e tristeza que a pessoa provavelmente sentia antes de usar a droga é substituída por esse mix de sentimentos bons, o que faz com que ela queira isso novamente. Como a dopamina associa a sensação de recompensa do prazer, o cérebro entende que aquela substância que proporcionou tanta satisfação deve ser consumida mais e mais, levando, assim, a pessoa ao vício extremo.

Sonolência

Muitas drogas de abuso dão sonolência após o ápice da euforia. Isso acontece também com a heroína. Após a sensação de bem-estar e tranquilidade, a pessoa começa a ficar letárgica, depressiva e sonolenta. A temperatura do corpo diminui, as pupilas se contraem e o usuário entra em sono profundo. Ele pode dormir por muitas horas seguidas, mais do que duraria o sono de uma pessoa saudável.

Insônia e depressão profunda

No período de abstinência, o usuário desenvolve sintomas adversos aos que lhe proporcionaram o bem-estar inicial, que dura cerca de cinco a sete horas. Nessa fase, ele tem insônia, depressão profunda, agitação e transpiração excessiva. Por isso, para que possa sentir prazer novamente, ele busca mais doses da substância, o que o leva a um círculo vicioso. A droga é altamente depressora do sistema nervoso central.

Diarreia, calafrios e febre alta

Entre 24 e 48 horas após tomar a dose de heroína, a pessoa passa a ter diarreia forte, dores musculares, perda do apetite, calafrios, tremores, sentir pânico e febre alta. Esses são efeitos da heroína quando a sensação de prazer acaba, causando a confusão e desregulação total do cérebro e, consequentemente, do organismo em geral.

Necrose dos órgãos

Outro efeito devastador da heroína é a necrose — morte de um tecido ou parte dele quando um organismo ainda está vivo. Quando consumida na forma injetável (a maneira mais utilizada pelos usuários) a substância cai na corrente sanguínea e, de tão potente que é, pode necrosar certos órgãos e veias. Isso também dificulta a entrada da agulha nas veias e a pessoa se machuca toda vez que faz a aplicação, ficando cheia de picadas.

Quais são os tratamentos indicados?

Os efeitos da heroína, a sensação de prazer e a compulsão são coisas que acontecem facilmente com o seu uso. A dependência é muito devastadora e rápida, podendo ser vista já nas primeiras vezes que uma pessoa utiliza. Contudo, o que não é fácil nem rápido é o tratamento para abandonar a droga e sair do vício de entorpecentes.

Explorando os Benefícios dos Três Tipos de Internação: Voluntária, Involuntária e Compulsória 
 

A internação é uma medida crucial em contextos médicos e de saúde mental, muitas vezes necessária para proporcionar cuidados intensivos a pacientes que enfrentam condições agudas ou graves. Existem três tipos principais de internação: voluntária, involuntária e compulsória. Cada uma dessas formas de internação possui seus próprios benefícios e finalidades específicas, destinadas a garantir o tratamento adequado e o bem-estar dos pacientes.  

 

1- Internação Voluntária:  

internação voluntária ocorre quando um paciente decide buscar tratamento por conta própria e concorda em ser admitido em uma instalação de saúde. Os benefícios dessa forma de internação incluem:  

  • Autonomia e Empoderamento: Os pacientes têm o poder de tomar decisões sobre sua própria saúde e bem-estar, o que pode promover um senso de controle e autonomia durante o processo de tratamento.  
  • Colaboração no Tratamento: Quando os pacientes optam voluntariamente pela internação, é mais provável que se comprometam ativamente com o plano de tratamento, participando das terapias e seguindo as orientações médicas.  
  • Redução do Estigma: Ao escolher buscar tratamento por vontade própria, os pacientes podem sentir menos estigma associado à doença mental ou à necessidade de cuidados médicos, o que pode encorajá-los a buscar ajuda mais cedo.  
     
     

2- Internação Involuntária:  

internação involuntária ocorre quando um paciente é admitido em uma instalação de saúde sem o seu consentimento, geralmente devido a uma avaliação médica que determina que ele representa um risco significativo para si mesmo ou para os outros. Os benefícios dessa forma de internação incluem:  

  • Proteção e Segurança: Em situações em que um paciente não está em condições de tomar decisões por si mesmo, a internação involuntária pode ser necessária para protegê-lo de danos ou perigos iminentes.  
  • Acesso a Cuidados Médicos: Para pacientes que se recusam a buscar tratamento, a internação involuntária pode fornecer acesso imediato a cuidados médicos e psiquiátricos essenciais, salvando vidas e ajudando a estabilizar condições de saúde graves.  
  • Avaliação Adequada: A internação involuntária permite uma avaliação completa da condição do paciente por profissionais de saúde, garantindo que ele receba o tratamento mais apropriado e individualizado.  
     
     

3- Internação Compulsória:  

internação compulsória é o tipo mais restritivo de internação, ocorrendo quando um paciente é admitido em uma instalação de saúde contra a sua vontade e sem revisão ou autorização prévia. Os benefícios dessa forma de internação incluem:  

  • Intervenção em Crises Graves: Em situações de emergência ou crises de saúde mental que representam um risco iminente para o paciente ou para os outros, a internação compulsória pode ser necessária para garantir uma intervenção rápida e eficaz.  
  • Proteção da Comunidade: Em casos em que um paciente representa uma ameaça clara e imediata para a segurança pública, a internação compulsória pode ajudar a proteger a comunidade contra comportamentos perigosos ou violentos.  
  • Estabilização e Tratamento Intensivo: A internação compulsória permite que os pacientes recebam tratamento intensivo e monitoramento constante, ajudando a estabilizar condições de saúde mental agudas e a prevenir danos a si mesmos ou aos outros.  
     
     

Em resumo, os diferentes tipos de internação - voluntária, involuntária e compulsória - desempenham papéis importantes na prestação de cuidados médicos e de saúde mental. Embora cada forma de internação tenha seus próprios benefícios e implicações legais, todas as formas de internação sejam realizadas de maneira ética, respeitando os direitos e a dignidade dos indivíduos, e priorizando sempre o bem-estar e a recuperação dos pacientes.  

  

Auxílio-Doença para Dependentes Químicos:  

O auxílio-doença é um benefício previdenciário oferecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Brasil, destinado a trabalhadores que ficam temporariamente incapacitados de realizar suas atividades laborais devido a problemas de saúde. Quando se trata de dependência química, o acesso ao auxílio-doença pode oferecer uma série de benefícios e direitos importantes:   
 

  1. Acesso a Tratamento Médico e Terapêutico: auxílio-doença proporciona ao dependente químico a oportunidade de se afastar temporariamente do trabalho para buscar tratamento médico e terapêutico adequado para sua condição. Isso pode incluir internação em clínicas de reabilitação, consultas com profissionais de saúde mental, participação em grupos de apoio, entre outros.
     
     
  2. Estabilidade Financeira durante o Tratamento: Ao receber o auxílio-doença, o dependente químico pode contar com uma fonte de renda temporária enquanto se dedica ao seu processo de recuperação. Isso ajuda a reduzir o estresse financeiro e permite que o indivíduo se concentre totalmente em sua saúde e bem-estar, sem se preocupar com questões financeiras imediatas.
     
     
  3. Proteção contra Desemprego e Perda de Renda: Em muitos casos, a dependência química pode afetar negativamente o desempenho no trabalho e até mesmo levar à perda do emprego. O auxílio-doença oferece uma rede de segurança para os trabalhadores, protegendo-os contra a perda de renda enquanto estão temporariamente incapacitados de trabalhar devido à sua condição de saúde.
     
     
  4. Manutenção dos Direitos Previdenciários: Durante o período em que estiver recebendo o auxílio-doença, o dependente químico continua contribuindo para o sistema previdenciário e mantém seus direitos previdenciários intactos. Isso inclui a contagem do tempo de afastamento como período de contribuição para a aposentadoria, além da manutenção de outros direitos, como o acesso a benefícios por incapacidade permanente, quando aplicável.
     
     
  5. Apoio na Reintegração ao Trabalho: Após receber tratamento e se recuperar, o dependente químico pode retornar ao trabalho gradualmente, com o apoio de programas de reabilitação profissional oferecidos pelo INSS. Esses programas ajudam a reintegrar o indivíduo ao mercado de trabalho de forma segura e sustentável, fornecendo orientação e apoio para lidar com desafios relacionados ao emprego. 

    

Em resumo, o auxílio-doença oferece uma série de benefícios e direitos importantes para os dependentes químicos, ajudando a garantir acesso ao tratamento, estabilidade financeira durante o afastamento do trabalho, proteção contra desemprego e perda de renda, manutenção dos direitos previdenciários e apoio na reintegração ao trabalho após a recuperação.   

  

Benefícios da Internação  

A internação em uma clínica de reabilitação para dependência química de álcool e drogas pode oferecer uma série de benefícios significativos para os indivíduos que lutam contra esses problemas. Aqui estão alguns dos benefícios mais importantes:  

  

Ambiente Controlado e Seguro: 

Clínicas de reabilitação oferecem um ambiente seguro e controlado, afastado de influências externas que possam desencadear o uso de substâncias.  

Esse ambiente proporciona uma pausa no ciclo de abuso de substâncias, permitindo que os pacientes se concentrem totalmente em sua recuperação.  

  

Tratamento Multidisciplinar e Personalizado: 

As clínicas de reabilitação geralmente contam com equipes multidisciplinares de profissionais de saúde, incluindo médicos, psicólogos, terapeutas e conselheiros.  

Essas equipes trabalham juntas para criar planos de tratamento personalizados, abordando as necessidades específicas de cada paciente, como desintoxicação, terapia individual e em grupo, educação sobre dependência, entre outros.  

  
  

Desintoxicação Segura e Supervisionada: 

Muitas vezes, a primeira etapa do tratamento para a dependência química é a desintoxicação, na qual o corpo se livra das substâncias tóxicas.  

Nas clínicas de recuperação, a desintoxicação é realizada de forma segura e supervisionada por profissionais de saúde, que podem administrar medicamentos para ajudar a aliviar os sintomas de abstinência e garantir a segurança do paciente.  

   

Aprendizado de Habilidades para a Vida: 

- Durante a internação, os pacientes têm a oportunidade de aprender habilidades práticas e estratégias de enfrentamento para lidar com desafios do dia a dia sem recorrer ao uso de substâncias.  

- Isso pode incluir habilidades de comunicação, resolução de problemas, gerenciamento de estresse e prevenção de recaídas.  

   

  

Suporte Emocional e Social: 

- A internação em uma clínica de reabilitação oferece um ambiente de apoio onde os pacientes podem se conectar com outras pessoas que enfrentam desafios semelhantes.  

- O suporte emocional e social dos colegas e da equipe de tratamento pode ser incrivelmente reconfortante e motivador durante o processo de recuperação.  

  

Prevenção de Recaídas: 

  

- As clínicas para dependentes químicos fornecem estratégias e ferramentas para ajudar os pacientes a identificarem e evitar gatilhos de recaída.  

- Além disso, oferecem apoio contínuo após a alta, incluindo planos de acompanhamento e recursos de suporte para ajudar os pacientes a manterem-se sóbrios e saudáveis após deixarem a clínica.  

Em resumo, a internação em uma clínica de reabilitação para dependência química oferece um ambiente seguro e estruturado, com métodos de tratamento personalizado, suporte emocional e social, e ferramentas para ajudar os pacientes a alcançarem e manterem a sobriedade a longo prazo. Esses benefícios são fundamentais para promover uma recuperação bem-sucedida e uma vida saudável e feliz sem o uso de substâncias. 

 

Por isso, sabemos da luta que é para as famílias se livrarem dessa situação e podemos ajudar. Somos especializados no encaminhamento e tratamento de usuários de álcool e drogas. Entre em contato para conversarmos mais!

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